
Vão alguns bem diversos, coesão não é meu forte.
D'aquela conversa
Aparentas ser
aparece-me
apresento-te
e jogamos às caras
nesse baralho de mãos
vestes mil
que incontáveis és
e entro com aquele velho truque
de não negar que truco
blefando
e minto
E mentes?
Omites
e sentes
e sinto
como dessomos
sendo nós mesmos
O que tu comes?
No platão do Patrão
não há coxas:
só asas
com
Entre quem fala e quem escuta
há quanta vírgula muda
e tanta história surda
que o que comunica um oco ao outro
torna-se muito de tão pouco
sopro
por trás de cada qual
e dentro de cada quem
complicam-se
no desencontro que os põe
juntos
separados
os dois
por estarem multiplicados
múltiplos
sentidos
apelo à pele
com o pó do tempo
e tudo que há de intento
quando um verbo enfrenta outro
possível
Das coisas que podiam
são várias
do que seriam
coisas reproduzindo-se no não estar
e sem tempo de refazerem-se
revêm
reprimem
comprimem no não foi ainda
no nu presente que sente a
falta dum
faltou
desejos do incompleto
vontade que re pousou
des carga
quanto pesa o pensamento
doze toneladas
ou meio argumento?
outros soltos
Você
Quem és tu?
pessoa-gente
Pergunta mais absurda
,que o que é quem
se não um quando meu perdido
um como que ignorava
ou mal entendia
Quem
uma taça de vidro que retem o ar
um pouco meu que estrangeirizou-se
incipiente recipiente
flutuando entre mim
Barriga
lombriga mais orgulhosa não sei
do que a que mora dentro do rei
cria
Já não era das mesmas medidas
os desejos não cabiam nas calças
os pêlos embaraçavam as memórias
Tamanhos, não teve prazo para os fermentos serem compreendidos.
dilatava inconsciente
se esfregava no conforto ausente
aguante
Chovia
no chão
ventava
em meu corpo
tempestades
onde estão
no silêncio
do seu sopro
Nas escadarias de um teatro municipalE já perdi
e já perderam
qualquer sentido
que não me agrado com o que me consumo
enchendo os bolsos de dívidas e preocupações
vou, não para onde aponto,
mas sigo mesmo sem saber
porque sou de duas pernas
e quando estou com elas sinto que sou mais que um apartamento
de um prédio
de uma quadra
de uma cidade
vazios
melhorando
Como ele ficou feliz
quando o sol se abriu
e o relógio se fechou
com sigo
penso de repente
como suporto
insuportavel mente
Mudança climática
Quando chegarem os soldados
armaremos uma armadilha
usaremos pólvora e fogo
e diremos que a guerra é fria
descobertoTerei um fim
e já estou a tê-lo
esfarinho entre as roupas
mas como ainda permaneço
E pessoas explodem
enfartam
acidentes chovem invisíveis
riscos e
ciscos grudados nos óleos
da pele
podem girar os relógios
consolar as viúvas
Agora eu já sei!
Vou morrer
Não será você que vai me dizer que fiqueE os sexo ficou suspenso
fumaça e
embaçoembaraçeinão sei se erros foram de quem
e aliás do que valem as metafísicas
corpos que não
fui
e disse falo
que não foi
calou-se naquele nó
o nós desamarrado
a porta sem graça
pronunciou um
tchau frio
bye babyDeixa
agora é pra próxima
método científico
porque a água do filtro é fria?
não é fria não
ela mente pra língua
saúdo!
Quisera ter uma dor antiga
dessas que o poeta explica
e o papel encharca de lágrimas
Tão amáveis dores
tão doídos amores
que minha tormentas tornam-se plácidas
Que infernais febres
ardem nos dias mais alegres
nos sonhos de suas moças máximas
Como surge mais negro seu céu
como é impenetrável esse breu
dessas noites tão clássicas
Até no morrer se tinha mais vontade
Ah, como eram nessa antiga idade
Tempos doirados, tempos de não voltar mais
29:00
o pó que segura um dia é capaz de voar no mais simples sono
... amanhecia
dezoitoJá posso ser preso
já posso ser presa
já posso ser teso
já posso certeza
POESIA
dor mais estranha não tenho
quanto mais explico
menos entendo
Inté