15 de jan de 2010

"That's the end.."

Pois é, né? Férias acaba.


Festa

Foguete fogo
de bêbado bebida,
saiu na festa saída,
A dança, o riso, o gole, o porre

Esquecer para festejar
dar férias à razão por uma noite,
e a noite sem razão
se torna a única razão dela existir

Irracionais racionados
comedidas bebidas
Embriagas lucidez

Se despe o ser das formalidades
veste-se ele do vestir que se entrete
tira a armadura
põe a insana veste

Será mais humano esse seu momento?
Será essa sua roupa a mais transparente?
Não sei se a si se torna evidente,
ao teu lado pulsante,
ao teu lado latente,
daquilo que também faz parte,
daquilo que se chama gente.



Neo-Barrocoárcade II

Minha selva, meu campos!
Quem será ti?
Quem tu és?
lar que eu sou residente.

Por um lado,
dizem que minha casa é a fazenda,
de verdes campinas,
alvas ovelhas,
e calmas bovinas.

Do outro,
sou filho da civilização, da urbe,
tenho um Volks,
uso um Windows,
como Mac Donald´s.

Oh, mortais paradoxos!
Viverei na placa do perímetro urbano,
assim não sou uma máquina,
nem sou mais um civilizado engano



Anacrônico

Aos dias que não viverei
Reservo as noites que já dormi,
Às letras que um dia escreverei,
Guardo as palavras que já esqueci,

À rima que ainda irei fazer
Aos textos que não publiquei
À impressão que me move a escrever
Estarei no dia em que nasci.




Inté